poema

Eu Escritor

Publicado em 10 de setembro de 2018, por Jan Parellada
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Diante da minha
oratória limitada,
pobre de carisma,
encontrei alforria
na palavra escrita.
Dentro do ser prolixo,
nasceu o garimpeiro
de pronomes, verbos,
crases e sílabas.
Em momentos solitários,
invento novos amigos
e adapto os velhos.
Despido de escrúpulos,
assassino personagens,
mastigo pesadelos,
redijo fantasmas,
ensaio a loucura.
Em momentos improváveis,
persigo versos impossíveis,
encontro um mundo imaginário,
de figuras insólitas
em histórias prosaicas.
Sem pressa,
sem pauta,
sem pausa,
sobrevive, ao fundo,
minha alma atéia
de escritor.

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