poema

Mutatis Mutandi

Publicado em 13 de outubro de 2018, por Jan Parellada
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Tenho medo do dia

em que eu puder explicar

o que sinto por você,

paúra de que

o amor se acabe,

não seja mais o mesmo,

o verdadeiro amor

é sempre

sujeito oculto,

indecifrável.

Muito antes

do que hoje,

você despertou

o menino guloso,

a criatura faminta

de atenção,

que sobreviverá

enquanto houver mistério,

a fração de dúvida

que compõe a paixão.

O amor é um mutante,

adapta-se todos os dias

para que pareça

sempre o mesmo,

eterno passageiro.

Cada vez que eu digo

que não te entendo,

eu revelo o quanto te amo,

uma grande paixão

é segredo guardado

a sete chaves

na Caixa de Pandora.

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