poema

Leviatã

Publicado em 5 de novembro de 2018, por Jan Parellada
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Chegado aqui,

não resta

ponto de retorno,

aportado teu barco

no cais do inferno,

desembarcadouro

dos desesperados,

não há escolhas,

não há  pudores.

Tampouco há respostas,

porque  não

cabem perguntas,

procurar saídas

é inútil,

porque aqui

só se entra,

se cala

e se espera pelo pior.

Aqui nada é o que parece,

não se pode fiar de ninguém,

a traição é a maior das virtudes,

a bela é o espelho da fera.

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