poema

Inexplicável

Publicado em 13 de novembro de 2018, por Jan Parellada
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O que eu quero,
nunca serei,
o quanto basta,
jamais saberei,
ninguém sabe o que procura,

se é tédio,
rotina
ou loucura,

o sentido da vida
não é
verbete de dicionário,
não cabe dentro
de um armário.

O que eu quero,
nunca basta,
a vida
às vezes corre,
às vezes se arrasta,
a felicidade
é um ser mutante,
inexplicável
aos que buscam
por uma constante,
hoje ela é água,
amanhã será vinho,
ora está solta lá fora,
ora dormindo no ninho.

 

O que eu quero,
nunca soube,
o quanto basta,
jamais houve,
não fui nada
antes,
não serei
coisa alguma
depois,
a vida
é só agora,
instante a sós,
ilusão a dois.

O que tu queres,
nunca serás,
o quanto basta,
jamais saberás,
és
o que és,
estas
onde estas,
viverás
eternamente
até descansares
em paz.

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