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Capitalismo “Pero No Mucho”!

Publicado em 2 de fevereiro de 2019, por Jan Parellada
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Depois da derrubada do Muro de Berlim só nos restou a economia de mercado. A economia mundial desde então só trabalha com variações do capitalismo, mais à esquerda ou mais à direita, mais distribuição forçada de renda ou mais liberdade para os investidores, mais benefícios sociais ou “cada um merece o que tem”. O capitalismo sobreviveu e se impôs porque ele tem cheiro de liberdade, autonomia, conforto e, principalmente, riqueza. O que não são defeitos e sim mera decorrência da nossa condição humana. Muitos não sabem ou se esqueceram que os tempos de fartura são uma realidade muito recente. Num passado nem tão remoto, milhões pereceram pela fome mesmo nos lugares mais prósperos da época. Atualmente, gastamos muito mais dinheiro para combater a obesidade do que para alimentar o mundo. Somente o que os Estados Unidos gastam para controlar o excesso de peso de sua população, resolveria com folga o problema de subnutrição dos bolsões de fome que ainda restam no planeta.A média do PIB mundial dos últimos anos é de 60 trilhões de dólares. Se dividirmos esse número por 7 bilhões de habitantes, teremos uma renda per capita de anual dos últimos anos de U$ 8.570,00. Poder aquisitivo suficiente para que todos os habitantes do planeta vivessem dignamente. Calcule aí, uma família com 4 membros ativos economicamente teria uma renda total familiar de U$ 34.286. O problema é que o capitalismo não está cumprindo o que prometeu quando foi idealizado, a oportunidade de enriquecer todos os que estivessem dispostos a investir seu trabalho e criatividade para multiplicar a riqueza. A distribuição de renda no mundo “subdesenvolvido” ou mesmo “em desenvolvimento” é vergonhosa.Se incontáveis esforços laborais e criativos foram empreendidos para construir o “bolo da fortuna”, igual número de engenhosidades foram elaboradas para que os pedaços deste bolo sejam distribuídos de forma desigual. Ninguém ainda me convenceu o porquê o capitalismo na prática deve privilegiar tanto alguns em detrimento de outros. Diria que se trata de um pseudocapitalismo. Capitalismo que se preze tem que ter espaço para milionários, ricos e uma classe média remediada. Pobreza e miséria não fazem sentido numa economia de mercado do século 21. O capitalismo moderno não está entregando o que prometeu, prova disso são as imensas filas de desesperados que esperam ter seu “capitalismo” resgatado por um prêmio polpudo de loteria promovido pelo próprio governo dos seus países. Se houvesse chance de enriquecerem empreendendo talvez fosse diferente. Que tal um pouco mais de capitalismo, e um pouco menos de selvageria?! 

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