poema

A Minha Amada

Publicado em 6 de abril de 2019, por Jan Parellada
Compartilhar
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter

Minha amada é suave,
tem pés de pluma,
braços de veludo,
dentes de sabre,
seus passos mal
se escutam.
Melancólica,
se poupa
do tempo,
da piada
e do riso.
É breve, minha amada.
Tão leve,
potente,
que caminha
entre deuses,
aos quais desafia.
Amada minha,
bronzeada de lua,
perfumada de suor.
impregnada de amor.
Discreta,
guarda segredos
que desconhece
de si própria.

Minha amada é sensível,
e antecipa meus beijos,
me paralisa em abraços.
Silenciosa,
se cala,
me cala.
Não sabe,
minha amada,
quando se esconde,
o quanto me irrita,
me poupando
de suas dores.
Corajosa, amada minha,
foge de espelhos,
de elogios
e nunca se atrasa.
Serena,
exata,
cativa em silêncio.
Minha amada,
já nasceu
mulher madura,
de encomenda,
para cuidar
de Peter Pan.

Compartilhar
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter

Notice: ob_end_flush(): failed to send buffer of zlib output compression (0) in /home/janparellada/public_html/wp-includes/functions.php on line 3786