crônica - poema

Aos Meus Pais

Publicado em 22 de julho de 2018, por Jan Parellada
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Porque a vida
não é eterna,
nem a morte
marca hora,
obrigado
por tanto,
obrigado
por tudo.
Mais do que
emoção sincera
restam
a lucidez
e o legado.
Agora ,
que os
meus cabelos
são tão brancos
quanto os seus,
é possível
um juízo isento
dos caminhos
que a vida seguiu.
Não existe
sabedoria jovem,
o preço da sabedoria
é a juventude,
o tempo
irrecuperável,
a nostalgia
de tudo
que é passado
e continua vivo.
Entre ganhos
e perdas,
entre dias
e décadas,
a consciência
e o equilíbrio
se encontram
no fim da tarde
do final do filme,
na “happy hour”
do “happy end”.
Por isso agora,
por isso em vida,
mais do que nunca,
grato aos meus pais,
antes que
se desfaça,
antes que seja
tarde demais.

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