Ainda que você tenha milhares de amigos no Facebook, ou em qualquer outra mídia, os “de verdade” restarão nos dedos de uma mão quando você mais precisar deles.
A gente nasce, morre só, e jamais se conforma de ser assim. Não é tão ruim quanto parece! Eu tenho um poema, uma frase na realidade, que escrevi aos 53 anos, e diz: “Só fui feliz de verdade, quando descobri o grande amor da minha vida: eu próprio”. 99% da felicidade e das soluções reais estão dentro de nós próprios, dependa o mínimo possível de terceiros.
No fundo, os outros são só seres humanos tão carentes e magoados quanto nós, e pelas mesmas razões. Quanto mais a gente vive, mais é óbvio que o mundo ama os que aparentam força e poder, por mais fragilizados que eles estejam. De alguma forma, somos como a mulher de César: “Não basta ser honesta, tem que parecer honesta”.
É muito complexo viver uma vida coletiva percebida de forma individual. Talvez seja injusto e selvagem como a Natureza, mas a felicidade se oferece aos mais fortes e bem resolvidos. No momento em que você está mais débil é natural que a maioria se afaste e que você conte com poucos, as vezes nenhum.
A tristeza é um assunto particular de foro íntimo. Não é culpa de ninguém. A culpa é um valor moral criado para a sobrevivência da espécie e da civilização. Quem tem moral somo nós, não a Natureza. Quanto antes se descobre isso, menos se sofre, melhor se vive.

