crônica

Não é tão ruim quanto parece

Publicado em 22 de julho de 2018, por Jan Parellada
Compartilhar
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter

Ainda que você tenha milhares de amigos no Facebook, ou em qualquer outra mídia, os “de verdade” restarão nos dedos de uma mão quando você mais precisar deles.

A gente nasce, morre só, e jamais se conforma de ser assim. Não é tão ruim quanto parece! Eu tenho um poema, uma frase na realidade, que escrevi aos 53 anos, e diz: “Só fui feliz de verdade, quando descobri o grande amor da minha vida: eu próprio”. 99% da felicidade e das soluções reais estão dentro de nós próprios, dependa o mínimo possível de terceiros.

No fundo, os outros são só seres humanos tão carentes e magoados quanto nós, e pelas mesmas razões. Quanto mais a gente vive, mais é óbvio que o mundo ama os que aparentam força e poder, por mais fragilizados que eles estejam. De alguma forma, somos como a mulher de César: “Não basta ser honesta, tem que parecer honesta”.

É muito complexo viver uma vida coletiva percebida de forma individual. Talvez seja injusto e selvagem como a Natureza, mas a felicidade se oferece aos mais fortes e bem resolvidos. No momento em que você está mais débil é natural que a maioria se afaste e que você conte com poucos, as vezes nenhum.

A tristeza é um assunto particular de foro íntimo. Não é culpa de ninguém. A culpa é um valor moral criado para a sobrevivência da espécie e da civilização. Quem tem moral somo nós, não a Natureza. Quanto antes se descobre isso, menos se sofre, melhor se vive.

Compartilhar
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter

Notice: ob_end_flush(): failed to send buffer of zlib output compression (0) in /home/janparellada/public_html/wp-includes/functions.php on line 3786