
Ah, como é imensa
a liberdade de imprensa,
ah, como é atenta,
nunca mente,
sequer aumenta.
Ah, o que seria de mim,
o que seria de nós?
Sem o vigilante locutor,
da notícia porta-voz,
sempre nos alertando:
este é o amigo,
este é o algoz .
Ah, como me sinto seguro
com o plantão da TV
e o seu último furo,
infalível e imparcial
que sereno revela:
este é do bem,
este é do mal.
Oh, fonte divina,
clara e cristalina,
está sempre certa,
não adula,
não desafina,
nem rasga confete,
fake news…
só na Internet.
Ah, mídia bendita,
que me distrai
na noite aflita,
magnânima guardiã,
pecado livre de maçã,
pilar da democracia,
sinônimo de liberdade,
bem que mamãe dizia,
meu filho, não fique afoito,
se deu no jornal das oito,
é a mais pura verdade .

