
No final, poucos
hão de restar,
menos do que
os meus dedos.
Amigos de verdade
sempre são poucos,
não há como
ser uma multidão.
E sendo escassos,
que sejam os melhores,
que sejam os capazes
de doar-se por inteiro,
sem nunca ter
consciência de tal.
Que sejam aqueles
que sobrevivem
nos meus modos,
nas minhas manias,
no meu jeito de olhar.
Que sejam aqueles
que deixarão parte
de si,
comigo.
De forma,
que eles façam falta ,
mas nunca faltem em mim.

