poema

Tardio

Publicado em 20 de setembro de 2018, por Jan Parellada
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Depois de tudo,

de tanto,

coração ausente

diluído em pranto,

cinismo arraigado,

olhar enviesado,

paixões passadas,

há muito descartadas,

Será que agora,

já tarde, crepúsculo,

débil a memória

frágil o músculo,

será hora de sonhar?

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