poema

Depois dos 50

Publicado em 3 de agosto de 2018, por Jan Parellada
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Se enxerga rugas ,

que o espelho impiedoso,

maldosamente multiplica.

 

Brotam todos os dias,

mais cabelos brancos

do que se possa aceitar.

 

Os músculos traem,

as dores se acomodam,

A finitude incomoda.

 

Minguam os hormônios,

desaparecem certezas,

restam convicções.

 

Se há dinheiro,

compra-se juventude ,

viagens e carros novos.

 

Se há sabedoria,

compartilha-se,

com poucos ouvintes.

 

 

A memória é traiçoeira,

os reflexos menores,

as ilusões mais modestas.

 

O dia é ligeiro,

as soluções breves,

o cinismo natural.

 

Os filhos se casam,

a casa é reformada,

o corpo também.

 

A nostalgia é prazerosa

A idade se impõe,

O idealista cede.

 

Os sonhos caminham,

a realidade corre,

os dias voam.

 

Finda a o mito,

da meia-idade,

quando se apaga,

a vela dos 49.

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