
Quando um desktop, notebook, celular ou qualquer outro tipo de computador trava recorremos ao “reboot”, reinicializando o sistema para que ele volte a funcionar.
Não teria o sono uma função semelhante em relação ao funcionamento do nosso cérebro? Não seria ele um “reboot” de neurônios sobrecarregados de informação?
Se for esse o caso, a reinicialização de um computador demandaria alguns minutos, a do cérebro algumas horas, o que não é a mesma coisa, mas seria um processo semelhante na minha opinião.
No meu entender, cabe sim a analogia, e a mente humana tem uma lógica para arquivar e reproduzir informações similar a dos computadores, o que não significa que ele seja um.
Um byte não é uma sinapse, uma lembrança esquecida não é um arquivo deletado, a memória de um supercomputador é capaz de ganhar um jogo de xadrez mas analfabeto em matéria de paixão.
Em comum, talvez esse “reboot”, uma longa pausa diária no caso humano, alguns instantes no caso das engenhocas.
O fato é que máquinas, assim como pessoas, por melhores que sejam, por mais espetaculares que se apresentem, são vítimas de defeitos, falhas , limites e necessidade de manutenção. Elas também têm os seus caprichos, pedem cuidados mais do que deveriam e assim como nós “sabotam” a linha de produção reivindicando um intervalo para descanso: um “reboot”.
Substituir toda a espécie de trabalho humano por robôs de última geração ainda não é possível, mas eu adoraria ver as máquinas fazendo todo o trabalho repetitivo, insalubre e burocrático. Não digo as tarefas perigosas, porque existe gente fascinada pelo risco que só sobrevive com altos teores de adrenalina. Estas adoram um rebuuut…

