poema

Tudo Nada

Publicado em 2 de setembro de 2018, por Jan Parellada
Compartilhar
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter

 

Do que adianta
ser um deus diante
do mundo,
e ninguém
diante de si próprio.

Do que adianta
ser um gigante
perante a multidão,
sendo um anão
perante aquele
que dorme
ao seu lado.

Do que adianta
produzir um dilúvio,
se morres de sede
porque teu corpo
não entende
sequer a água.

Do que vale brilhar
sob os holofotes,
do show,
do business,
da mídia,
entristecendo-se
com a imagem
que reflete moribunda
defronte ao espelho.

Do que serve
a mais eloquente
das sabedorias,
se você
não conseguiu
educar
os teus
poucos filhos.

O que significavam
palcos
e aplausos
intermináveis,
se as tuas
próprias mãos
estão atadas
pela escravidão
da fama.

O quanto vale
o teu patrimônio,
a tua fortuna,
as tuas jóias
da coroa,
se o menino
que brinca nu
no regato
é mais do feliz
do que és,
do que
jamais fostes.

Compartilhar
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter

Notice: ob_end_flush(): failed to send buffer of zlib output compression (0) in /home/janparellada/public_html/wp-includes/functions.php on line 3786