
Como se fossemos idiotas, tentam nos convencer de que vivemos numa normalidade democrática. Em menos de uma semana assistimos um museu com 200 anos de história ser reduzido a cinzas e um atentado contra o candidato melhor colocado nas pesquisas eleitorais à presidência da república.
Como se não bastassem as médias anuais de 60 mil homicídios e 47 mil mortes no trânsito além de uma quantia incalculável de dinheiro desviado dos cofres públicos. Os 400 mil feridos que sobrevivem e permanecem com alguma sequela custam 56 bilhões ao erário público segundo levantamento do Observatório Nacional de Segurança Pública. Se isso é normal, eu gostaria de saber o que é alarmante? Que tipo de liberdade perversa é essa?
Simples, na minha opinião, é a liberdade sem responsabilidade, o direito despido de deveres, a violência sem limites. Matar ou violar a integridade física e moral do próximo tornou-se banal no Brasil. Vivemos no país mais violento do mundo, incluindo os que estão em guerra, onde nas esquinas e lares se agride e se assassina gente com a mesma naturalidade com que se curte um post nas redes sociais.
Não, não é normal o perigo de ser assaltado a qualquer momento, em qualquer lugar, tampouco é irrelevante conviver com 135 estupros por dia!
Apesar dos pesares da democracia, não gostaria de retornar a uma ditadura, militar ou civil, até porque tenho convicção de que esse é um dos objetivos daqueles que não querem mudar nada. Aqueles que preferem viver dentro de “bunkers” do que vislumbrar a possibilidade de perder os seus “anéis de coronéis”, os que escolhem ser eternos senhores feudais ao invés de cidadãos de uma república moderna.
Apesar de ser tortuoso eu opto pelo caminho das urnas, e não pela saída de emergência de golpes de Estado.
Também discordo da ideia de que o sujeito que tentou matar o candidato Jair Bolsonaro seja vítima de insanidade, assim seria se ele tivesse atentado contra a vida do Eymael , que, com todo o respeito, mal pontua nas pesquisas de intenções de voto.
Muito conveniente a tese do crime de ódio sem motivação política.
Honestamente, senhores defensores do “band-aid” para curar “cancêr”, não somos tão ingênuos assim, constrangedora essa versão de que o candidato foi imprudente ao caminhar pelas ruas para fazer campanha. Onde ele deveria buscar votos? Num estúdio de televisão cercado de marqueteiros?
Ainda não decidi em quem votar para presidente, só decidi que não votarei em nada que signifique o continuísmo da “normalidade” do circo de barbáries.

