
Diante das fatalidades da vida, se é que se pode chamar um tentativa de homicídio dessa forma, Jair Bolsonaro passou de vilão à vítima na mídia. Quem diria, a Rede Globo acabou se tornando um cabo eleitoral importante do candidato.
Coisas do destino e da “flexibilidade” da mídia, o que era amargo virou doce, o que era água virou vinho.
A morte passou a 5 minutos de Bolsonaro, mas não o levou, e tudo indica que ele governará o Brasil nos próximos 4 anos, vencendo a eleição no 1º turno.
Sou bom em desvendar roteiros de ficção e da vida real, mas jamais imaginei que alguém tentaria matar Jair Bolsonaro em praça pública, de maneira grotesca, com uma facada quase fatal.
“É fake!” – afirmei convicto ao amigo, que trabalhava ao meu lado, e contou-me sobre o incidente; mesmo ele ainda duvidava da autenticidade da notícia. “Acho que é verdade” insistiu, e de imediato começamos a vasculhar a Internet até encontrar as imagens do lamentável episódio. “É o nosso 11 de setembro”- comentei , já que as repercussões terão efeitos de curto, médio e longo prazo na história do país.
De curto prazo, especialmente na mídia, porque tornou-se a inevitável notícia foco do momento, o incêndio do Museu Nacional já virou notícia velha para a imprensa.
De médio prazo porque porque influenciará a postura dos outros candidatos na corrida eleitoral, quem ousará espezinhar alguém que está no leito de um hospital ou convalescendo quando retomar a campanha.
De longo prazo em razão dos anos vindouros, Bolsonaro poderá fazer história se optar por não fazer fortuna e encastelar-se no poder. Não é tão fácil quanto parece, Fernando Collor e Dilma Rousseff foram ejetados da cadeira pelo “stablishment” e Lula, o “Filho do Brasil”, “O cara” e “Herói do Povo” até 2015, está em maus lençois.
Graças ao grande carisma que desfrutam, tanto Bolsonaro quanto Lula tem grande influência na opinião pública e podem, ou poderiam, mudar o clima turbulento que assola o país. Bolsonaro, hoje, é o Lula de antigamente, a bola da vez, uma esperança de solução.
O futuro dirá!

