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Michelângelo Nunca Mais

Publicado em 19 de setembro de 2018, por Jan Parellada
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Sem chance! Não haverá um novo Michelângelo, nem Da Vinci, nem Beethovem, nem Shakespeare. Não existe mais o ambiente onde os grandes gênios da arte foram moldados. Quem hoje pintaria a Capela Sistina? Quem comporia a Nona Sinfonia? Quem escreveria Hamlet?
O problema não é a falta de inteligência e talento para criar obras geniais, mas como isso seria lançado na indústria do entretenimento contemporânea, onde a economia de escala prevalece a qualquer critério de qualidade artística. Não há obra prima que resista ao princípio “Um Milhão de Cópias Vendidas” .
O que se faz na indústria de entretenimento não é necessariamente ruim, as vezes, é surpreendentemente bom, mas longe da genialidade dos clássicos.
Me diga um nome de um pintor que possa rivalizar com Van Gogh ou Caravaggio? Não é culpa dos artistas contemporâneos, o ambiente é adverso à excelência da arte. Fica caro demais. Não é viável comercialmente.
A arte por mais simples que seja exige algum recurso financeiro, e os mecenas tornaram-se raridades. Não se iluda, Michelângelo só pintou a Capela Sistina porque um Papa financiou. A Nona Sinfonia de Beethoven não custou barato.
Eu fico imaginando Shakespeare tentando convencer um agente literário, se é que ele conseguiria um, a se arriscar com uma obra da complexidade de Hamlet. Ouviria,de certo:
“Sinto muito, Willian, sem chance”.

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