
Se eu entendi certo, a eleição ficou assim: se a direita não ganhar é uma fraude e se a esquerda perder é um absurdo! Que diabo de democracia é essa, só vale o resultado das urnas que me interessa?!
Se for isso, é ditadura! E todos estamos perdendo tempo com algo inútil chamado voto e um processo inócuo que atende por votação livre e secreta. Parece mais que nos tornamos um bando de crianças mimadas, ao melhor estilo “eu sou o dono da bola” e se o meu time não ganhar eu acabo com o jogo.
Peraí, não é dessa forma que funciona uma democracia que preste, a verdade não pode ser propriedade de uma ideologia única, se tudo que não me convém é “fake” e tudo que me agrada é “reality” provavelmente não superei a fase da infância.
Eu adoro crianças, mas existe um motivo para que não sejam elas quem devem decidir qual será o futuro presidente da república, supõe-se que só indivíduos maiores de 16 anos possuem a maturidade suficiente para escolher os nossos representantes políticos.
Será mesmo?
A despeito do ambiente conturbado, violento e irracional, eu ainda quero acreditar que sim, que somos capazes de entender que numa democracia não há espaço para dogmas e ideais inquestionáveis. Quero acreditar mais, que o voto não é final de relação, e sim começo.
A ideia de que se Bolsonaro vencer seremos a Alemanha Nazista ou se Haddad ganhar nos tornaremos a Venezuela Chavista é subestimar as diversas instituições que sustentam uma república digna de se intitular uma Nação, ainda que carcomida por um surto de corrupção, que todo historiador que se preze sabe que não começou hoje.
Aliás, as relações promíscuas entre governantes e governados não é exclusividade tupiniquim, nem tampouco da vida contemporânea, desde os tempos da Babilônia havia corruptos e corruptores.
Dia 28 de outubro se aproxima, domingo todos temos um compromisso com as urnas, eu não vou anular o meu voto, nem tampouco votar em branco para poder dizer depois que eu não tenho responsabilidade pelo que acontece no meu país. Considero tal hipótese uma atitude de covardia.
Confesso que para presidente escolherei o que considero o mal menor, e não revelarei quem é, porque prezo muito os meus amigos e familiares, já para o governo de São Paulo votarei naquele que eu acredito ser a melhor opção para assumir a chefia do executivo paulista, no caso o atual governador Márcio França, uma grata surpresa no comando do Estado nos poucos meses em que pude acompanhar o seu mandato como vice do ex-governador Geraldo Alckmin. Pelo que vi até agora, acredito que ele merece uma prorrogação de 4 anos.
No mais, serenidade, juízo e respeito serão muito bem vindos domingo que vem.

