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Madonna Mia!

Publicado em 6 de setembro de 2019, por Jan Parellada
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Como pode alguém ter o talento de Michael Jackson e o estômago de Donald Trump? Como é possível reunir no mesmo corpo, a jovialidade irreverente de James Dean e a imortalidade irritante da Rainha Elizabeth II? Madonna poderia ser uma boa resposta, a eterna camaleoa surge e ressurge, ora vadia “Na Cama”, ora lady como “Evita”.

Madonna nasceu nos 50, passou dos 60, e parece que acabou de sair do banho. Quando surgiu nos anos 80, “Like a Virgin”, muitos sentenciaram, inclusive eu, é mais uma moda, estará morta no próximo inverno. Nada disso, ela atravessou décadas e emplacou um hit atrás do outro, atuou também de forma convincente como atriz em produções expressivas da sétima arte.Como “performer” é imbatível!

Assisti shows dessa “multiwoman”  em vídeo, e fiquei bastante impressionado com  sua disciplina e versatilidade. Fico imaginando ao vivo, com certeza é um espetáculo e tanto e vale cada centavo do ingresso.

Sua biografia é controversa, o seu estilo fez história e o mais impressionante, o seu nome é , de fato, Madonna.

A sobrevivência da carreira de Madonna Louise Ciccone, descendente de franco canadenses por parte de mãe e italianos por parte de pai, impressiona mesmo os mais céticos. Feito uma ave migrante, ela atravessou os E.U.A, Nova Iorque a Holywood com a cara, coragem e 35 dólares no bolso. Não perguntem o que ela fez para sobreviver e brilhar na selva artística, talvez até ela fique acanhada com as respostas.

E daí? Barbra Streissand atuou em filmes pornôs, e nem por isso a sua obra é menor. Quando Madonna surgiu, eu era um apaixonado pelo rock, e desdenhei do seu talento pop. Tenho que confessar, estava errado,subestimei a artista mais bem sucedida da história fonográfica. Graças a talento, agressividade e resiliência notáveis, verdade seja dita.

Jamais imaginei Madonna imersa numa crise de depressão, ainda que ela tenha a sensibilidade e o stress “à flor-da-pele”, condições propícias ao desenvolvimento da doença. Aposto um contra um milhão que ela nunca terá uma crise de depressão, e que a explicação para isso está sobretudo na sua genética, no seu cariótipo.

Aprendi com ela também a entender o “Mal do Século”, razão suficiente para ser-lha grato, mas a força de Madonna continua impactando-me acima dessa monocrática razão. De onde esse ser humano obtém a fórmula da eterna adaptação? Como saí inteira da pancadaria, perguntando: quem é o próximo?

Despudorada, desbocada, multiuso, interminável, Viva Madonna!

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