poema

Rebentos

Publicado em 4 de outubro de 2018, por Jan Parellada
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Não tenho direito a queixar-me,
dos que estão a deixar-me,
provam, que trabalhei bem,
e a minha cúmplice, idem.

Eu aprendi, muito mais do ensinei,
devo a eles quase tudo que sei,
a minha vida nunca mais foi igual,
por vezes, estive no papel principal.

Quando fui coadjuvante,
restou o ser pensante,
invejoso e irritante,
teimoso, perseverante.

Semeei um campo de trigo,
mas, perplexo, não consigo,
acreditar por instantes,
que colhi diamantes.

Nem que eu me torne o mais divino dos vivos,
Nem que eu escreva o melhor dos livros,
Nem que eu encontre a mais perfeita rima,
Superarei, envaidecido, a minha obra-prima.

Da qual não sou dono,
embora me sinta proprietário.

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