
Prisioneiros da ilusão,
experts em repetição,
visionários do óbvio
ululante,
novinho em folha,
somos mais reflexo,
do que escolha.
Na linha de montagem,
sofisticada engrenagem,
primatas inteligentes,
ilibados indecentes
pecadores e crentes,
não nos sentimos culpados,
nem tampouco inocentes.
Céticos supersticiosos,
adolescentes rancorosos,
infantiloides idosos,
vulgares charmosos
pacifistas belicosos,
somos seres humanos,
não somos criminosos.

