poema

Crise

Publicado em 4 de agosto de 2018, por Jan Parellada
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Alguém,

um dia lhe falou,

que você era refém,

do que ela profetizou.

 

Parem todos, parem tudo,

a crise foi decretada,

fique cego, surdo e mudo,

não se pode fazer nada.

 

A culpa é de João,

a culpa é de José,

um não tem razão,

o outro não tem fé.

 

A culpa é do vizinho,

a culpa é do funcionário,

um gosta de vinho,

o outro de salário.

 

Se hoje está ruim,

amanhã estará pior,

a desgraça não tem fim,

tudo gira ao seu redor.

 

Eu não acredito em ti,

Tu também me desacreditas,

Lá, cá, além, ali,

as pessoas estão aflitas,

 

“Não vês o furacão,

a terra estéril,

a peste que se espalha”.

“Não vês a danação,

o pecado inútil,

daquele que aqui trabalha”.

 

Um desavisado observa:

 

Há terra a se plantar.

Há frutos a se colher,

Há gente para trabalhar,

Há roupas a se coser,

Há o solo a minerar,

Há prédios a se erguer,

Há mentes para inventar,

Há tudo por se fazer.

 

Homem tolo,

nunca aprende,

que crise é dogma,

que não se ofende.

 

Homem ingênuo,

Não vê o óbvio,

que está bêbado,

porque está sóbrio.

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