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O Burro, o Ignorante e o Idiota

Publicado em 26 de março de 2019, por Jan Parellada
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Burrice não é sinônimo de ignorância ou idiotice. Há indivíduos que por imposição da Natureza são dotados de Quociente de Inteligência abaixo da média, não dispondo de um raciocínio tão ágil quanto o da maioria da população, que apresenta Q.I. igual ou superior a 90 pontos.
Esses indivíduos preconceituosamente chamados de “burros”, não raro nos surpreendem. Quem não se lembra da personagem Forrest Gump?! Na sua ingenuidade, ele realizava proezas, que ainda que superdimensionadas pelo cinema de Holywood, faziam sentido. Ele era uma criatura sincera, determinada e honesta, que a exemplo de crianças com “síndrome de Down “ se superam realizando coisas incríveis como graduar-se numa faixa preta de artes marciais e formar-se num curso superior. São seres humanos emblemáticos e os seus pais deveriam orgulhar-se.
A ignorância é uma situação diferente, a princípio um ser humano dotado geneticamente de um grau satisfatório de inteligência, comporta-se de forma tola, tropeçando em pedras que não conhece por deficiência de educação recebida em casa e/ou na escola.
A ignorância é um mal que tem cura desde que a sociedade se organize para instruir com maior competência os seus integrantes, capacitando-os para aprender, compreender e exercer as regras necessárias para uma convivência civilizada e pacífica, digna de século 21.
O grande problema da humanidade é o idiota, aquele que mesmo dispondo de recursos educacionais e financeiros suficientes para torna-lo um cidadão de alta categoria, insiste em olhar somente para o próprio umbigo. A palavra idiota deriva do grego, e significa literalmente “o que olha o seu umbigo”.
Idiotas deveriam ser rapidamente identificados e desmascarados, mas não é o que acontece em pleno século 21. Graças a isso, quando estes dispõem de carisma e ajuda da mídia, são capazes de produzir grandes estragos. A história é pródiga de idiotas que arruinaram a vida de milhões de pessoas.
A idiotice mais em voga no momento, é a que assola aqueles que abraçam de maneira radical ideologias de direita ou de esquerda. Eles acreditam que deve ser tudo 8 ou 80, ignorando que existem 72 números entre estes 2 dígitos.
Munidos desta postura, eles creem em Estado máximo ou mínimo.
Encurralados pelas próprias ideias, idiotas ignoram que o Estado foi inventado para possibilitar a evolução da espécie humana. Nada prospera na ausência de líderes íntegros e visionários, além do caos e da violência.
Mais do que super ou subdimensionado, o Estado deve ser forte e presente.
Assim como chefes de família, independente de gênero, tem o dever de educar e proteger os seus filhos, é obrigação do Estado formar pessoas honestas, esclarecidas, equilibradas, cidadãs conscientes de seus direitos e deveres,para que a vida em sociedade funcione na teoria e na prática.

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