crônica

Alienados, alienistas e alienígenas

Publicado em 19 de agosto de 2018, por Jan Parellada
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Impossível se alienar por completo dos fatos que nos cercam, irreal a suposição de total indiferença àqueles que dividem conosco o planeta.

Por mais distante que possa parecer um indivíduo, por mais catatônico que seja o seu estado de saúde , ainda assim, ele estará interagindo com o meio ambiente. Sempre!

Imaginar que autistas extremos e  doidos catatônicos  possuem um mundo próprio totalmente refratário à realidade que os cerca é tão real como concluir que alguém fulminado com um tiro no coração não perecerá. O autismo , mesmo nos casos graves, é um fenômeno comportamental que ocorre dentro de uma pessoa sensível, que reage à luz , ao som e ao calor de uma carícia.

Por acaso, autistas não têm sentidos, sorrisos  e sonhos?  Doentes mentais catatônicos não se alimentam? Palavras poucas, olhares enviesados, murmúrios, gemidos e pálpebras que tremulam, por mais discreta e invisível que pareça, a resposta emocional acontece. Quem não viu, observe melhor, até uma pequena elevação da temperatura corporal pode ser a resposta que você procura.

Na Terra dos sobreviventes somos todos íntimos estranhos. Alienados, alienistas e alienígenas, não há alienação absoluta, além daquela que ocorre depois do nosso último suspiro de vida.

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